Saiba mais sobre o Concurso

O título do Concurso é uma homenagem ao fotógrafo-cineasta pernambucano Rucker Vieira – nome de referência do cinema brasileiro –, que trabalhou na Fundação Joaquim Nabuco, como fotógrafo e cinegrafista, e foi, ao lado do cineasta Fernando Spencer/PE – diretor da Cinemateca da Fundaj durante 20 anos –, um dos principais estimuladores e inspiradores para a criação de espaços, acervos e atividades voltados para a pesquisa, estímulo e difusão cultural da Sétima Arte dentro da Fundaj.

Rucker Vieira entrou para a história do cinema nacional, por ser o diretor de fotografia de Aruanda (1960), filme dirigido pelo paraibano Linduarte Noronha e um marco da nossa cinematografia, pela contribuição aos rumos estéticos do Cinema Novo. O filme também inaugurou a categoria de cinedocumentário no Brasil.

O certame é destinado a selecionar e premiar dois projetos de documentário, a cada ano, visando gerar audiovisuais destinados à utilização como ferramenta em processos educacionais alinhados às diretrizes do Ministério da Educação e com vistas a estimular a produção independente de audiovisual do Brasil a partir de diversas vertentes para além da criação profissional, mas também colocadas por professores, estudantes, pesquisadores e interessados na produção audiovisual como forma de difusão do conhecimento.

A Comissão Julgadora é composta por cinco integrantes, escolhidos a cada edição sendo 2/5 de fora do estado de Pernambuco, sendo: um membro representante da TV Brasil (EBC), um da área de Audiovisual da Fundação Joaquim Nabuco, ou indicado, e três especialistas nacionais com experiência comprovada na área, sendo dois representantes da sociedade civil.

Em doze edições realizadas, foram inscritos 468 projetos, advindos das diversas regiões do país (de Norte a Sul), tendo sido selecionados e premiados 23 roteiros de documentários, sendo 14 deles já compilados em dois DVDs, que fazem parte da Coleção Rucker Vieira – volumes 1 e 2. Dos nove roteiros restantes,  três deles já  foram produzidos, e os outros ainda em andamento, deverão fazer parte do volume 3 – em fase de estudo.

De modo geral, os produtos audiovisuais resultantes do Concurso abordam temáticas atuais: Meio Ambiente, Cultura, Prostituição, Exclusão Social, Vida Urbana, Desenvolvimento Sustentável, etc, e são requisitados e utilizados por estabelecimentos de ensino fundamental e superior, pesquisadores, professores, instituições públicas e privadas, com distribuição gratuita.

Os documentários produzidos têm exibição garantida na grade de programação de TVs públicas parceiras da Fundaj no certame.

Histórico do Concurso

12ª Edição (2016)

Temática: EU, PROFESSOR/A. Projetos inscritos: 29. Documentários premiados:

Título: Alvorada – Antônio Roberto Gonçalves Júnior (PR). “Alvorada” é o nome da escola estadual onde Lumena é professora e diretora há 15 anos, na periferia de Campo Mourão, interior do Paraná. Essa comunidade e a história das pessoas que passam alí, por muitos motivos, são o sentido da vida de Lumena. Agora, o governo do Estado decretou que fechará a escola até o final de 2018 e Lumena começará uma empreitada para não deixar que isso aconteça. Mobilizando pais, alunos, professores e enfrentando as pessoas mais ricas da região, Lumena não vai deixar que desistam do “Alvorada”. O filme acompanha a luta dessa professora e dessa comunidade, retratando a história dessa mulher que se dispôs a confrontar o mundo conservador e sexista de sua cidade. Assim, Alvorada pretende lançar um olhar crítico sobre o ensino no Brasil, mas, sobretudo, falar de resistência e união, temas tão urgentes em tempos tão difíceis.

Título: Dona Maria – Tábata Clarissa de Morais (PE). Dona Maria é uma síntese do papel da mulher na educação básica brasileira. Nossa personagem dedicou sua vida ao ensino de uma pequena cidade do sertão da Bahia as margens do rio São Francisco. Rodelas é uma cidade de uma missão colonizadora capuchinha e que reúne misturadas as culturas branca, negra e indígena que formam nossa identidade nacional. Dona Maria, cujo marido era vaqueiro rodelense, chega a esta cidade em meados dos anos 70 com a incumbência de educar as crianças da cidade ao mesmo tempo que exerce seu papel de mãe e esposa. Mais de 40 anos depois ela vive na mesma cidade, cercada de ex-alunos e acompanha os passos da neta que escolheu a carreira de professora no ensino público. Hoje, após ter passado pelos cargos de diretora e secretária municipal de educação, Dona Maria é homenageada e uma das escolas do município recebe seu nome.

11ª Edição (2015)

Temática: CINEMA E EDUCAÇÃO – OLHARES E SABERES SOBRE A REALIDADE. Projetos inscritos: 39. Documentários premiados: 

Título: O Céu dos Índios – Flávia Lidiane Batista Abitipol (AM). O documentário O Céu dos Índios tenta desvendar a astronomia indígena produzida por etnias amazônicas que dominam o conhecimento do céu como saber complementar às suas vidas na terra. Este olhar peculiar estabelece uma relação de cumplicidade entre a terra e o céu que a cultura ocidental tem dificuldade em firmar. Através da observação, os índios utilizam as Constelações de Homem Velho, da Ema, da Surucucu, para plantar, migrar, caçar, pescar…

Título: Irmãos – Maria Eduarda de Lima Andrade (PE). Por meio da relação de dois irmãos que vivem na zona rural de São José do Egito, o documentário propõe a reflexão sobre dinâmicas familiares e construção da identidade pessoal da infância. O mais novo tem 11 anos, seu irmão mais velho, 15. Os dois vivem numa família católica de tradição sertaneja. Ao falar sobre a relação fraternal de dois indivíduos, Irmãos abordará a construção da identidade humana, a partir da relação com o outro.

10ª Edição (2014)

Temática: AFRICANTOS: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DO POVO AFRO-BRASILEIRO – assinalando os dez anos do Concurso e em sintonia com a Lei 10.639/03, que versa sobre a obrigatoriedade nas escolas de ensino básico do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, e ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade. Projetos inscritos: 38. Documentários premiados: 

Título: FotogrÁFRICA – Alice Frances Tilovita Sicato Chitunda (PE). Um filme que pretende mergulhar na memória visual e afetiva de D. Amélia, uma angolana que fugiu junto com a família da guerra civil, que ocorreu naquele país, entre 1976 e 2002. D. Amélia recomeçou a vida no Nordeste do Brasil e recebeu o título de cidadã olindense, em 2011.

Título: Parece Comigo – Kelly Cristina Spinelli (SP). Um filme sobre o pequeno universo das bonecas negras em São Paulo, que não representam mais de 10% das ofertas de brinquedos. Seu eixo central/narrativo é a vida familiar e de trabalho da artesã Ana Júlia Santos, a Ana Fulo, que há 20 anos produz bonecas negras na Cohab Tiradentes, na zona leste paulistana, e as vende em feiras no Centro, além de simbolizar a autoestima desenvolvida pelas crianças que têm acesso a esse tipo de brinquedo.

9ª Edição (2012)

Temática: NORDESTES EMERGENTES. Projetos inscritos: 71. Documentários premiados:

Título: Aracati – Julia De Simone (RJ). Trata-se de um documentário que refaz a trajetória do vento Aracati, que passa todos os dias no mesmo horário em grande parte do Estado do Ceará, e habita o imaginário local. A proposta é de uma viagem espaço-temporal pelo Estado, partindo do sertão em direção ao litoral, aproximando-se de uma proposta de modernidade, enquanto captura as transformações das relações dos moradores com o vento, cada vez mais mediadas pela urbanização e novas tecnologias.

Título: Canavieiros – Andrea de Arruda Ferraz (PE). Aborda a transição histórica em curso no Distrito Industrial e Portuário de Suape, onde milhares de trabalhadores migram do corte da cana-de-açúcar para a indústria. Mais do que o simples registro desse crescimento econômico e social, o documentário observa de que forma o desenvolvimento anunciado se reflete na vida das pessoas daquela região.

Título: O Touro – Larissa Figueiredo Mendes (DF). É um filme que permeia o universo mítico do sebastianismo luso-brasileiro, através do trabalho direto com os habitantes da Ilha dos Lençóis, no Maranhão, documentando encontros cotidianos, crenças e costumes.

8ª Edição (2011)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 55. Documentários premiados:

Título: Noitários de Garçom – A Saga de Frei Miguelinho – Ney Dantas (PE). Um registro poético e contemporâneo sobre os garçons. O documentário relata as estratégias de sobrevivência desses profissionais do ramo de hotéis, bares e restaurantes, que a partir da década de 1960 se espalharam pelo Brasil. A narrativa está centrada na construção da teia social e de solidariedade criada entre os parentes e amigos conterrâneos da cidade de Frei Miguelinho /PE.

Título: Mário, o Deserto e os Naufrágios – Eric Laurence (PE). Mário é um jovem mergulhador que deseja viajar com o seu amigo para o deserto de Atacama. No entanto, Mário vive uma interminável luta contra um câncer. Um filme sobre amizade, uma jornada afetiva que parte do Recife, no Brasil, atravessa a Bolívia, até chegar ao Atacama, Chile.

7ª Edição (2010)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 85. Documentários premiados: 

Título: Alexina – Memórias de um Exílio – Cláudio Bezerra e Stella Maris Saldanha (PE). O documentário retrata um passeio pelas memórias afetivas do exílio cubano de Alexina Crespo, uma das principais lideranças das Ligas Camponesas, na década de 1960.

Título: Desterro – Cláudio Marques e Marília Haghes (BA). O filme resgata as memórias de Dona Pequenita e Tereza Batalha sobre uma das maiores intervenções do Estado brasileiro.

6ª edição (2009)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 40. Documentários premiados:

Título: Minha Vida Não é um Romance – Tatiana Sager (RS). O retrato de Janete Oliveira Silva, prostituta por profissão e atriz por vocação. Nessa história pessoal se entrelaçam o palco como paixão, a prostituição e a rua, os malabarismos para sobreviver, a construção e desconstrução de uma família, a violência e a consciência de cidadania de uma mulher brasileira.

Título: Aeroporto – Marcelo Pedroso (PE). Estarei partindo logo. É tão estranho pensar que esse tempo está acabando. As pessoas que conheci parecem quase velhos amigos agora. Provavelmente, nunca mais vou vê-las. Um pensamento triste, mas eu acho bem realista. A Austrália é tão longe do resto do mundo.

DVD Coleção Rucker – Vol. 2

É integrado pelos seis documentários resultantes da 6ª, 7ª e 8ª edições, com tiragem de um mil DVDs e legendas em português e inglês.

DVD Coleção Rucker – Vol.1

Os documentários finalizados até a quinta edição, em número de nove, fazem parte do primeiro DVD da coleção, com tiragem de um mil DVDs e legendas em português e inglês.

Filmes que integram o DVD:

5ª Edição (2008)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 20. Documentários premiados:

Título: Janela Molhada – Marcos Enrique Lopes (PE). A história dos pioneiros do cinema pernambucano Ugo Falangola e J. Cambieri, fundadores da primeira produtora de cinema no Estado.

Histórico de exibições: selecionado para o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (2010); Mostra Prêmio ABC (2010); 1º Encontro de Estudo e Reflexão sobre as temáticas da Emigração, Cidadania e Comunicação, promovido pelo Consulado da Itália, no Recife (2009).

Título: As Aventuras de Paulo Bruscky – Gabriel Mascaro (PE). O desenvolvimento em desenho animado do processo de diálogo do artista pernambucano Paulo Bruscky, que encomenda um documentário na plataforma virtual Second Life para registrar suas primeiras experiências pessoais.

Histórico de exibições: Festival É Tudo Verdade (2010); Festival Internacional de Curtas de SP (2010).

4ª Edição (2007)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 22. Documentários premiados: 

Título: O Artesão dos Sonhos – Petrus Pires/Paulo Hermida (BA). Aspectos importantes e pouco conhecidos da vida e obra do cineasta baiano Roberto Pires. Sua trajetória de ousadias técnicas e temáticas suscita reflexões sobre o ofício dos que fazem cinema fora do eixo Rio/São Paulo.

Histórico de exibições: selecionado para compor a Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema, realizada em Vitória da Conquista – BA (2009); 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2009); selecionado para a Mostra Competitiva de Vídeos do MERCOSUL no 12º FAM – Florianópolis Audiovisual MERCOSUL, realizada em Florianópolis (2008); selecionado para a Mostra Competitiva de Vídeos no 15º Vitória Cine Vídeo Espírito Santo, realizada em Vitória – ES, (2008).

Título: Verde Terra Prometida – Cláudia Kahwage (PA). Abordagem original da migração dos nordestinos para a Amazônia, deixando emergir histórias desses brasileiros e de suas famílias, seus sentimentos, sua face real mixada à própria face da história recente do norte do País.

Histórico de exibições: Festival Internacional de Vídeo Etnográfico (RJ, 2009); XI Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental; Festival de Cinema do Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, 2009; Ganhou Prêmio Arara Azul – melhor filme etnográfico do Festival Pan-Amazônico de Cinema Amazônia DOC – 2009; foi exibido diversas vezes em cadeia regional de Televisão pela TV Cultura do Pará; foi exibido na Casa do Brasil, na França, como atividade de abertura do seminário Amazônia Imaginário – Paris-França.

3ª Edição (2006)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 38. Documentário premiado: 

Título: Vigias – Marcelo Lordello (PE).  Enquanto dormimos, outros vigiam.

2ª Edição (2005)

Temática: MEIO AMBIENTE. Projetos inscritos: 16. Documentários premiados:

Título: Quando a Maré Encher – Oscar Malta (PE). O cotidiano dos pescadores urbanos do Recife. A criatividade, a sabedoria, o bom humor e o pensamento daqueles que têm o seu sustento diariamente definido pela maré.Histórico de exibições: Cine Gaia – Festival Internacional de Cinema Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2010); I Festival de Cinema Ambiental de Fernando de Noronha – Prêmio de Melhor Média Documentário (2009);Janela Internacional de Cinema do Recife (2008); Cine Bonito (MS, 2008); Mostra Paulista de Cinema Nordestino (2007); Exibido em 13 cidades às margens do Rio Capibaribe, durante a Expedição Capibaribe (2007); Programa Documento Nordeste da TV Universitária da Universidade Federal de Pernambuco (2006); VIII Festival de Vídeo do Recife (2006) – Prêmio de Melhor Documentário.

Título: Árvore Sagrada – Cléa Presbítero (PE). O umbuzeiro, espécie frutífera da Caatinga, assume, para a população da Região do Semiárido nordestino, a imagem mítica de uma árvore sagrada, por desempenhar papel fundamental na sobrevivência das comunidades.

Histórico de exibições: Cinema da Fundação (2006) – Lançamento; Livraria Cultura (2006); Cinema do Parque – Festival de Vídeo de Pernambuco (2006); SBPC– Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Florianópolis (2006); Fórum de Ações Ambientais da Caatinga – participação na mesa-redonda sobre desenvolvimento sustentável – Chesf (2006); Festival Latino-Americano de Vídeo Ambiental da Chapada Diamantina (2007); Festival de Cinema Ambiental de Vitória–  ES  – Prêmio Melhor Vídeo Institucional para a Fundaj (2007); Fórum Latino-Americano “Memória y Identidad” – participação de mesa-redonda sobre desenvolvimento sustentável,  Montevideo – Uruguay (2007); TV Câmera (2007); TV Universitária (2007); Bibliotecas da Embrapa – utilizado para treinamentos e consultas  a partir de 2007; Seminário Meio Ambiente, Qualidade de Vida e Sustentabilidade – participação de mesa-redonda –  Fafire (2008); Vídeo Debate – Departamento de Engenharia Ambiental – Unicap (2008); Reunião do Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga – Floresta (2009); TV  BRASIL (2009) rede nacional; Oficina de Vídeo de Rolando Moreira – Cusco – Peru; Mostra de Cinema Bela Caatinga, em  17 cidades do semiárido pernambucano, com exibições em escolas públicas e praças e um público aproximado de 10.100 pessoas (2009).

1ª Edição (2003/2004)

Temática: LIVRE. Projetos inscritos: 15. Documentários premiados: 

Título: Recife 3X4 – Janaína Freire (PE). Um painel da cidade do Recife em 3X4, compondo uma panorâmica de anônimos e excluídos que por ela circulam e nela vivem.

Histórico de exibições: 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará (2008); Série NorDestinos da TV Brasil (2008); XII Festival de Vídeo de Teresina (2004); 8ª Mostra de Cinema de Tiradentes (premiado).

Título: Gangarras do Bandeira – Lulla Clemente e Cátia Oliveira (PE). O apartheid numa abordagem inesperada do preconceito racial, através do resgate da história de uma comunidade no Agreste pernambucano, que vem perdendo sua identidade. Seus habitantes, de descendência europeia, são chamados pejorativamente de Gangarras.  Estes cidadãos sofrem discriminação por serem Galegos – loiros dos olhos claros, pobres e analfabetos.

Histórico de exibições: TV Brasil (2008); Cine Bonito (MS, 2008); TV Câmara (2007); Mostra de Curtas: Novas Críticas – Centro Cultural Banco do Brasil (2005).

 

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